Junia

JUNIA TURRA, jornalista, pós-graduada em Economia pela USP, Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, Professora Universitária. Repórter de jornal e TV, editora-chefe de Departamentos de Esportes e Jornalismo, também colunista dos sites Mandando pra rede e A Hora Online


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Sarkozinho e seu jogo sujo

Menino travesso e mimado adora uma pegadinha. Começou pegando a Bruni, que era top model pega-pega, em eventos de políticos, empresários, figurinhas carimbadas do jet set internacional. Que o diga Mick Jagger que pegou a Carlinha, mas acabou dando com os burros n'água com outra acompanhante de luxo. Ganhou um filho extra e o casamento com a modelo (de passarela) Jerriy Hall acabou.

Sarkozy também perdeu a esposa, que mandou-lhe "à lá merd". Uma mulher elegantérrima que se encheu das brincadeirinhas do infant terrible. No dia do casamento com Bruni, Sarkozynho mandou mensagens para o celular da ex: deixa eu voltar! Ficou desmoralizado. Os jornalistas perguntaram à ex-primeira dama: vai abrir mão de ser esposa do presidente da França? E ela respondeu: ele está presidente da França, mas é um bobo da corte.

Sarkô continua brincando Depois de despachar o ex-acompanhante de Bruni, o tal italiano Battisti para a terra Brasilis, morde e assopra tentando salvar a pátria ou o próprio derrière. Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé! Começou bem, dizendo que a Grécia não deveria ter entrado para a Comunidade Econômica Europeia. O que era óbvio, um povo que do miserável ao nababo, ninguém paga imposto e a turma se aposenta aos 50 e tem mais funcionários públicos do que Brasil e Portugal juntos. Todos com décimo quarto salário e adicionais para filosofar até o fim dos tempos.

Acertou com Angela Merkel o boicote à Inglaterra, que não quis assinar o ajuste nas regras, mas, virou a casaca. Deu pra trás quando um dos institutos americanos de pesquisa quis abaixar a qualificação da França. Ora, ora, instituto de pesquisa americano? Do mesmo grupo que não desqualificou Portugal, nem Grécia, nem Espanha quando até Camões na cova sabia que eles já tinham passado dessa pra melhor nos déficits e farra do boi?

Só depois que o caldo entornou, aí sim, caíram na "escala Richter da economia". Agora a Áustria desceu na escala e a França, acionou a Bastilha para continuar em alta. Sarkozinho resolveu culpar quem paga a conta dele e dos outros: a Alemanha. Eu só gostaria de saber quem vai pagar a conta das quase 30 usinas nucleares completamente sucateadas na terrinha de Napoleão. A Áustria, que tem economia em melhores condições, mas foi rebaixada? Enquanto isso, o governo alemão foi pressionado a dar um stop na energia nuclear. E deu. Mas parou, por quê? Todos sabem que com energia nuclear não basta desligar o interruptor. Vão enfiar aonde, no centro da terra?

Quanto aos fantásticos institutos de pesquisa americanos para inglês e analfabetos econômicos verem, e especialistas espertalhões vomitarem suas asneiras, nada devem ao estilo chavista de atuar.

Claro, empréstimos e juros ficam muito mais complicados para os que caem, não? E os States? Para retribuir aos amigos yankees, Sarkozynho virou a mesa e passou a bater na chanceler Merkel. Disse ele: "o problema da Europa é a ortodoxia alemã". À lá merd, digo eu ao anão de jardim francônico.

A Alemanha se adequou abrindo mais empregos, o que inclui no mercado germânico todos os europeus sem perspectiva de emprego. Aumentou a idade para aposentadoria, acima de 70 anos, cortou benefícios sociais, gastos públicos e disparou com a carga de impostos. As empresas continuam pagando todos os benefícios trabalhistas possíveis aos funcionários, enquanto na França e na Itália, o melhor emprego é se mandar para a Alemanha, Suíça e Áustria (que ironia). Até onde vai o jogo sujo de Sarkozy?